A implantação das máquinas anticolisão da Lynx prevê aumentar as taxas de produtividade e segurança na empresa

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O projeto surgiu através de uma demanda por segurança. A empresa possuía máquinas com mais de 40 anos de funcionamento passando a ter impactos com relação à sua confiabilidade. Esta reposição foi extremamente necessária para manter a operação funcionando.

As máquinas antigas possuíam um custo maior de manutenção, um MTBF (Mean Time Between Failures) menor, um MTTR (Mean Time To Repair) maior.

A tecnologia das novas máquinas dispõe de requisitos ambientados frutos de engenharia capazes de monitorar melhor a operação e as condições de funcionamento e intertravamento que, por si só, geram mais confiabilidade.

Com a modernização destes equipamentos, a empresa optou pela inclusão das novas máquinas um sistema autônomo a fim de mitigar os riscos de exposição dos operadores, já que, na mineração, os processos são naturalmente perigosos.

Mas, engana-se quem pensa que essa tecnologia vai dispensar necessidade de operadores para trabalhar. A mão-de-obra continuará essencial, só que à distância numa estação de controle de operação. E essa é a tendência mundial do mercado.

Na operação autônoma, a interface homem x máquina é praticamente nula. A partir de uma estação de controle de operações, foram desenvolvidos protocolos específicos de comunicação entre operadores, mitigando riscos de acidentes.

O fato dos operadores não precisarem estar mais expostos nas cabines já representa um grande avanço, pois as novas máquinas obedecerão os padrões de ergonomia mais modernos conferindo maior segurança aos operadores.

‘’O sistema demanda menos tempo do operador, possuindo um sistema de proteção que monitora a saúde da máquina, sobrecarga, anticolisão muito mais robusto operando que dá aquele background para o operador.”

 

Além dos benefícios com segurança, ao se implantar uma operação automática tendemos a ter uma maior estabilidade operacional trabalhando mais perto do seu setpoint ideal, redução de eventos e falta de material de sobrecarga durante o processo de carregamento e empilhamento, principalmente considerando a instabilidade da mão humana.

Tudo isso foi combinado com recursos tecnológicos como lasers 3D, radares e GPS  que evitam colisões entre máquinas ou demais obstáculos do ambiente.

A tecnologia aplicada hoje aos pátios é uma evolução de investimentos que começaram há muitos anos.  Unimos elementos como lasers 3D, radares e GPS juntamente a uma plataforma de software preparada para grande volume de dados em tempo real e incorporada ao sistema. Todas as regras espaciais viabilizando a operação autônoma.

Em cima desta base, é possível incorporar mais um aspecto central da tecnologia, que é o processo customizado de implantação que parametriza e programa o sistema levando em consideração todas as regras operacionais particulares de cada pátio. Por exemplo, critérios para divisão de bancadas, deformidades “no piso 0” do pátio, regras operacionais em pontos extremos da berma, dentre outros.

Sistemas autônomos tipicamente prezam e entregam segurança e conformidade, às custas de performance,  porém quando o sistema tem esses três grandes aspectos conseguimos também garantir um ganho de produtividade.

Hoje já alcançamos 8% de produtividade de uma máquina, significando um ganho no tempo de estocagem, no tempo de carregamento associado.

Por fim, a expectativa é que ocorra um ganho em taxa média, redução de parada e evento de sobrecarga de material.